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terça-feira, 5 de junho de 2012

A morte

Afinal a morte é uma vírgula, reticências ou um simples ponto final?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não sei muito bem como...

Não sei muito bem como aconteceu.
Lembro que estava tendo um sentimento paterno. Pensei estar com saudades do meu cachorro. Essas coisas pós-modernas de considerarmos um animal como sendo parte da família. Meu cachorro era meu filho e espero não ser com o meu filho como sou com o meu cachorro.
As vezes jogo as latinhas de cerveja sobre a casinha dele, coisa que ele já se acostumou. As vezes puxo o pano dele só para vê-lo correr atrás de mim. Nem sempre dou água, nem sempre dou comida. Muitas vezes acho que ele pode ficar um dia sem comer, porque está com o peso muito elevado para o tamanho dele.
Mas não era sentimento paterno numa relação homem-animal.
Era relação pai-filho humano mesmo!
Mas não dei muita importância e a vida seguiu. Seguiu bem até o dia que minha namorada disse que estava meio estranha. Estranha entende-se por menstruação desregulada. Desregulada entende-se por menstruação atrasada que automaticamente nos remete a gravidez.
E gravidez é uma palavra estranha que me lembra gravidade. Não aquela que nos mantém presos ao chão. Gravidade no sentido de situação complicada em um contexto complicado.
Ela foi fazer o teste de farmácia.
Um risco.
NEGATIVO.
Mas a situação continuou em um contexto complicado.
Teste de laboratório.
Até 05 nada de gravidez. Acima de 100 tudo de gravidez.
55.
Brincadeira isso?
Liga para o médico. Recebe saudações e felicitações. Brinca-se no Facebook. Desmente. O médico atende. Diz que vai ser o triplo o número no próximo teste. Tem certeza que não está, mas já errou uma vez. Faz o teste, nem o dobro. Laboratório comemora.
POSITIVO.
Dúvida. Recebe saudações e felicitações mais uma vez. Presente da sócia. O médico pede novo teste. Agora sim, mais que o dobro.
400.
POSITIVO MESMO... SEM ERRO!
A vida muda, os planos mudam. A felicidade cresce.
Não sei muito bem como vai acontecer!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Projeto: A sua vida na minha crônica

Sentado frente ao computador esperando uma transpiração criativa escorrer da minha mente, descer pelo meu cérebro e medula até movimentar meus braços e mãos para escrever algo que realmente vale a pena ser lido. Olho fixamente a tela que se move, mas meus olhos não conseguem captar. Minha cabeça dói, meus olhos ardem e o som da televisão ligada tenta me irritar, mas ainda consigo ignorar. Sem qualquer personagem novo para uma crônica, um poema, uma frase.
Então, eu quero você. Que sejas meu personagem. Quero a sua vida na minha crônica. Não vai doer. Posso apenas distorcer. A sua vida será minha e será eternizada na minha crônica e na memória breve de quem leu. Não quero sua vida toda. Quero um retalho. Algo que me faça construir você. Por alguns instantes eu serei uma parte de você.
Enquanto não recebo resposta, fico sentado na frente do computador esperando...

Envie-se em fragmentos para o e-mail: vcnacronica@gmail.com ou poste aqui!
Se quiser seu nome será preservado!
Escolha um fragmento que te escrevo uma crônica que será publicada no blog e no Recanto das Letras [http://migre.me/14o3z]

Boa sorte!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

E enquanto isso no céu...

E no oitavo dia, Deus acordou.
Ajeitou-se na cama e mentalmente chamou um dos anjos. Aquele que estivesse mais próximo que viesse. Não gostava de chamá-los por nomes, até porque não havia dado qualquer nome a eles e talvez, se tivesse mais tempo, poderia dar uma forma pronta. Mas deixou que se divertissem a vontade em relação a isso.
Assim, logo Deus foi atendido por um dos anjos. Com senso de humor, Ele riu deste que ali se apresentava e soltou o comentário: - Você tem asas, como as aves. Também põe ovo?
O anjo sorriu e até pensaria em ficar chateado, mas Deus tudo sabe, e de nada adiantaria esconder aquele sentimento. Pediu em que poderia ajudar. Deus pediu então que ele sentasse ao seu lado e contasse como estava a sua criação e dessa vez o sorriso do anjo saiu meio sem graça. Arrumou suas penas e começou a falar.
- Desde ontem, quando o Senhor tirou o dia para descansar, já se passaram milhares de anos da Vossa criação e pelo que temos visto, não está nada bom. Todos são muito egocêntricos e acreditam que o seu planeta é o único com vida inteligente. E em cada planeta existe um monte de problemas sociais, desigualdades e vários dizem que fazem isso porque Vossa pessoa assim quis e assim mostrou em sonhos. Não sei não, hein Deus! Mas o negócio está feio.
Deus tentou coçar a cabeça, mas não tinha uma. Nem mãos, nem dedos, nem forma. Mas tinha um sorriso, era maravilhoso. O anjo ficou sem saber o porque do sorriso, pois não parecia ser algo triste ou desapontado.
- Porque o Senhor ri? Se a Vossa criação é uma desgraça?
- Ora meu jovem anjo, enquanto você falava eu fui verificar dentro das pessoas. Porque o principal da minha criação não foi o mundo exterior, mas sim o mundo interior, particular de cada um. O exterior serve apenas para ser experienciado e servir de aprendizagem.
- Mas Senhor, eles dizem que decifraram o código da vida e deram o nome de DNA. E estão brincando de ser Deus. E alguns nem acreditam que o Senhor existe.
- Está aí algo que é muito sério. Porque o código da vida não está no DNA, está no coração de cada um. Quem encontrar a vida no seu coração não precisará brincar de ser Deus, pois não tem graça. Se brinca apenas seis dias e no outro já se está cansado.
- Não havia pensado nisso. - Disse o anjo.
- Eu também não. Alias, você acha que quando eles se destruirem, na minha próxima criação eu devo colocar inteligência neles?
E então, tudo se apagou. E assim Deus criou novamente a escuridão, com a idéia de criar um tal de Adão e uma tal de Eva, e se divertir com isso.