Estavam sentados na fonte em frente a Igreja. Faziam uma espécie de piquenique sob um teto cinza que prometia desabar em forma de chuva. Os carros passavam, as pessoas passavam, cachorros passavam. Os dois estáticos mantinham seus olhos estáticos um ao outro, sem pensar no tempo que empurrava todo o resto do mundo.
Seguravam a mão de um jeito carinhoso, enquanto conversavam qualquer coisa que jogava em seus rostos sorrisos de felicidade. As vezes, não por vontade, talvez por fome, soltavam as mãos para pegar o alimento que repousava ao lado. A cada término de mordida, as mãos voltavam a se segurar.
Segurança. Carinho. Afeto. Amor.
Havia tudo ali, naquele quadro urbano, cotidiano e real.
Eu apenas passei e sorri.
Senti que o mundo poderia ser melhor e estava sendo naquele momento. Em frente a Igreja, sentados na fonte, se amavam de um jeito normal, nada de sublime, nada que os fizesse diferente. O que me chamou minha atenção foi a cena, de se amarem sem medo do mundo cair sobre suas cabeças.
Não um mundo de chuva, mais de carros passando e buzinando sem precisarem buzinar. De pessoas passando e olhando como se o amor fosse vulgar, de cachorros que apenas passavam sem estranhar. Esse mundo que entram em Igrejas para crucificar os que ficam lá fora, sentados na fonte.
Esse mundo que julga o amor de um rapaz de olhos castanhos que ama outro rapaz de olhos castanhos. Que se amam de um jeito normal, sentados numa fonte, no centro da cidade, em frente a Igreja.
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domingo, 22 de setembro de 2013
O amor em frente a Igreja
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Projeto: A sua vida na minha crônica
Sentado frente ao computador esperando uma transpiração criativa escorrer da minha mente, descer pelo meu cérebro e medula até movimentar meus braços e mãos para escrever algo que realmente vale a pena ser lido. Olho fixamente a tela que se move, mas meus olhos não conseguem captar. Minha cabeça dói, meus olhos ardem e o som da televisão ligada tenta me irritar, mas ainda consigo ignorar. Sem qualquer personagem novo para uma crônica, um poema, uma frase.
Então, eu quero você. Que sejas meu personagem. Quero a sua vida na minha crônica. Não vai doer. Posso apenas distorcer. A sua vida será minha e será eternizada na minha crônica e na memória breve de quem leu. Não quero sua vida toda. Quero um retalho. Algo que me faça construir você. Por alguns instantes eu serei uma parte de você.
Enquanto não recebo resposta, fico sentado na frente do computador esperando...
Envie-se em fragmentos para o e-mail: vcnacronica@gmail.com ou poste aqui!
Se quiser seu nome será preservado!
Escolha um fragmento que te escrevo uma crônica que será publicada no blog e no Recanto das Letras [http://migre.me/14o3z]
Boa sorte!
Então, eu quero você. Que sejas meu personagem. Quero a sua vida na minha crônica. Não vai doer. Posso apenas distorcer. A sua vida será minha e será eternizada na minha crônica e na memória breve de quem leu. Não quero sua vida toda. Quero um retalho. Algo que me faça construir você. Por alguns instantes eu serei uma parte de você.
Enquanto não recebo resposta, fico sentado na frente do computador esperando...
Envie-se em fragmentos para o e-mail: vcnacronica@gmail.com ou poste aqui!
Se quiser seu nome será preservado!
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domingo, 6 de setembro de 2009
Eu sou...
Sou uma pessoa que não gostaria de ter me tornado passando agora pela costa americana é a ideologia de um mundo globalizado, capitalista e desumano o que acontece em boa parte do globo terrestre é aquele animal que vive apenas na terra, enquanto os aquáticos vivem na água doce ajuda a acalmar quando você está estressado e precisa relaxar.
Eu sou assim e não "açim". Sou clássico, moderno e pós-moderno. Tenho tatuagens que você não pode ver, mas que não saem nem com laser.
Eu sou. Eu fui. E em breve serei.
Eu sou assim e não "açim". Sou clássico, moderno e pós-moderno. Tenho tatuagens que você não pode ver, mas que não saem nem com laser.
Eu sou. Eu fui. E em breve serei.
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