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sábado, 17 de agosto de 2013

Por aqui

    Por aqui eu escuto as músicas que não ouvia há muito tempo, por falta de tempo. Tenho tentado comprar um relógio para resolver isso, mas todos me dão apenas doze horas. É que não sei olhar as horas passar sem os ponteiros, que me apontam sempre a direção.
     Por aqui eu leio os livros que deixei escondidos na estante, por falta de espaço. Espaço que me sobra, em um sentimento gigante, chamado vazio existencial. É que não sei completá-lo com coisas mundanas, imundas e imperfeitas.
     Por aqui eu penso em todos aqueles que se foram sem passar por mim, por falta de uma terceira dimensão. Algo além de tudo isso, que parece sair da tela e tentar tocar minha testa larga, repleta de traços de uma vida. É que não sei usar óculos bicoloridos, ou vejo azul, ou vejo vermelho.
     Por aqui eu procuro um portal que se abra para um outro mundo, por falta do que fazer, penso na quarta dimensão. Uma dimensão extra que leve daqui essas palavras, esses espaços e essas pontuações. É que não sei mais o que vou escrever e como já utilizei muitos pontos finais, gastei todos os que tinha
     Por aqui eu deixo sem fim

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cancelado

     Existe uma constante inconstante no meu mundo.
    Uma perversidade anacrônica, moralista e ufológica. Gostaria que fosse irreal. Ou que fosse um sonho. Desses comprados em padarias, com açúcar e recheio de doce de leite. Gosto desse tipo de sonho. Especificamente desse sonho.
     Porque o sonho que tenho de olhos fechados me incomoda. Apenas porque sei que ele é real, que ele abusa da minha fragilidade onírica e da minha defesa que se esconde. Não tenho terror noturno. Meu terror é diário. Cotidiano. Com várias onomatopeias e pleonasmos.
     Esses sonhos metafóricos, que de olhos abertos não me incomodam tanto. Eu os explico pela ciência moderna, pós-moderna ou o período logo após este, que ainda não dei nome, mas nesse momento seria apocalíptico. Ruindo aos poucos em meio a confusão de pessoas centradas em si, em uma análise de umbigo, procurando auto-ajuda em outras pessoas. Vazias.
    Vazio. Sentimento complexo esse que sinto. Tão cheio e perturbado pelo vazio incomodo. Estou engordando, ficando redondo. Bebo minha cerveja, como um pedaço de carne e arroto minhas frustrações pelos dedos tocando suave o teclado. E minha vida vai se desenhando vazia na tela branca. Porque não escrevo em um caderno, apenas para mim?
      Para mim? Existe algo reservado para mim? Um vinho tinto seco. Uvas tannat, por favor! O vinho é mais introspectivo que a cerveja. Gostaria de ser mais introspectivo, mas me jogo na vida esperando que ela jogue algo melhor para mim. Meus projetos precisam sair. Eu preciso deles. Quando tudo sai do controle me sinto controlado.
      Corro atrás desse controle, de preservar o meu controle. Troco inúmeras vezes o canal dessa caixa chamado vida. Até bem pouco tempo, sintonizei no canal que me chamavam de "pai". Seria um bom pai, tenho certeza. Iria correr por ai, empinando pipa. Brincando de casinha. Fazendo cara feia e de nojo com as fraldas cagadas. O vomito que não acertou a fralda e sujou a camisa. A mãozinha segurando o meu dedo. O cheiro de talco.
      Era um bom canal. Tinha amor, tinha felicidade e tinha a esperança de um mundo melhor. Mas esqueci de pagar a conta, ou o canal não tinha audiência suficiente nos dias de hoje. Quem quer ficar sintonizado no canal "Pai" hoje em dia, não é mesmo? Mas eu quis, estava me acostumando e gostando da programação.
       Cancelado.
      Fico sentado olhando a tela ficando preta por algumas horas. Olho o babador repousando no colo. Os olhos cheios de lágrimas que não podem sair. Fortaleza. Chorar é para os fracos então? Desligo. Corro para o banheiro. Chuveiro. Olhos vermelhos não são de lágrimas, é do shampoo.
      O que a vida reserva para mim?
      Algo bom?
      Não sei. Nunca vou saber.
      Espero que o canal volte um dia. Tenho certeza que será bom.
      Por agora meu mundo está voltando a ser como era.
      Não procure sentido.
      Meu sentido foi cancelado.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nesse sistema financeiro de Amar

     E de repente me vi na fila de um banco privado. Muitas pessoas segurando de modo firme suas moedas. Era a fila de depósitos. Quis fumar um cigarro para baixar a ansiedade, mas lembrei que não podia. Quis tomar uma cerveja, mas lembrei que também não podia. Cortes necessários para cada vez mais sobrar moedas.
     Lá estava eu, com as mãos suadas e o corpo agitado. Estava com pressa e a fila se quer se movia. Deu tempo para preencher o cheque. Sim, eu estava decidida a depositar mais do que as minhas moedas. E o tempo do relógio que estava sobre a cabeça dele continuava se arrastando. Cada minuto parecia uma semana.
     Eu olhava os lindos olhos dele. O movimento das mãos contando suas próprias moedas. Um sorriso de menino e a barba por se fazer. Eu queria que ele estivesse me esperando. Esperando apenas a mim, para receber minhas moedas e meu cheque. Ele era o meu banco particular.
      E de repente me vi sozinha, sem filas. Não enxergava mais pessoas e continuava não querendo os cigarros e as cervejas. Eu só queria que meu coração parasse de acelerar, que minha barriga deixasse de ter aquele frio e que meu peito não apertasse tanto. Não tinha tempo para mais nada.
      Ele me olhou com ternura, mas não com paixão. Falou com a voz firme, sem aquela doçura de carinho. As mãos, quando vistas de perto, não brincava apenas com suas próprias moedas. Seriam moedas de quem? Seriam outras moedas? Estava confusa, caminhando sem direção, seguindo uma única direção. Os braços dele. E ele me chamou.
       - Próxima...
     Não me senti feliz. Eu era apenas a próxima e não a única. Olhei rapidamente a minha volta e todos estavam lá novamente. Atrás de mim, segurando suas moedas. Eu não era a única, era a próxima. Mas não vacilei, com passos de menina cheguei próximo dele.
Uma por uma fui entregando minhas moedas. Duas de respeito, uma de vaidade, três de ciúmes, dez de carinho, vinte de paixão, duas de verdade e... onde estavam minhas moedas de companheirismo?
      O coração acelerou ainda mais, querendo parar de cansaço. Minha respiração ofegante. Percebi que ele olhou por sobre meus ombros querendo enxergar a próxima. Mas essa era minha chance de ser a única. E lá estavam elas, dentro do meu bolso esquerdo do meu casaco. Só as descobri ali porque as batidas do coração as fizeram mexer. Como se meu coração dissesse:
       - Você tem muito a dar para companheirismo, menina!
     Peguei minhas trinta moedas de companheirismo e entreguei ao meu banco privado. Antes de sair coloquei em suas mãos o meu cheque especial. Estava destinado a ele, cruzado. Só ele poderia trocar. Naquele cheque a quantia justa: Muita esperança.
      Dei um sorriso para ele e sai. Não escutei ele chamando a próxima. Porque não houve próxima. O banco estava fechado naquele dia que insistia em não acabar. Mas se você pensa que depositei tudo o que eu tinha nesse alguém, você está enganado. Eu sei que com ele minhas moedas podem ter lucros gigantescos.
    Mas não se deposita todas as expectativas e sentimentos. Apenas o necessário para ser inesquecivel, para ser justo, para ser único. Se minhas moedas de companheirismo, respeito, vaidade, ciúmes, carinho, paixão e verdade não forem suficientes posso te dizer que sou minha Casa da Moeda, sou uma fábrica de moedas, assim, igual a você. Hoje estou aberta apenas para ele. Nesse gigantesco sistema financeiro de amar.

*****

Crônica a pedidos de @DeboraahSoares por ter encontrado A frase na carta.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A frase na Carta

Oi,


Tenho que confessar que sou melhor com palavras escritas do que palavras ditas e não consigo encontrar um método melhor para expressar meus sentimentos nesse momento do que escrever essa carta.
Peço desculpas por não estar te olhando nos teus olhos e falando tudo o que existe para ser dito. Pode me considerar um fraco, um covarde, não me importo. Apenas gostaria que você lesse até o fim, mas se não quiser não fico descontente, pelo menos você sabe que eu tentei, do meu jeito, mas tentei.
Com essa carta, alias, quero transcender os sentimentos e desabafar. Falar sobre o que estão dizendo, pessoas que imaginava que entenderiam meu sentimento por ti, mas que ao contrário preferiram falar coisas que são inverdades. Deve ser porque me conheceram na época errada, mas isso para mim é desculpa que eu arrumo para não me chatear ainda mais com essas pessoas. A verdade é que essas pessoas desacreditaram no amor.
Mas tenho a sorte de ter encontrado nesses últimos tempos pessoas que buscaram conhecer quem eu sou de verdade, e não ficaram apenas na superficialidade. E procuraram conhecer um Eu diferente, que apenas queria se deixar descobrir. Talvez pelos anos atuando queira que as pessoas descubram que não sou apenas o que deixo parecer. Que sou maior que minhas atuações baratas.
Após o buquê de flores muita coisa mudou. Alias, após ter confessado para nossa amiga, dona e contadora de números, eu sabia que de alguma forma eu deveria começar a transformar esse sentimento em algo concreto. Então venho à sucessão de acontecimentos. Cinema, buquê e cada vez mais revelando os sentimentos. Do meu jeito torto, confesso. Mas ainda sim verdadeiros.
E então vieram as críticas, as preocupações e as distorções dos meus atos. Colocaram meu sentimento em uma balança própria e jogaram a minha em um canto. Poucos se preocuparam em saber o que era de mais verdadeiro nos meus gestos. A verdade é que meus sentimentos de afeto, de paixão e de cuidado são de sinceridade, que de tão sinceros me parecem redundantes.
Não sei o que você pensa disso tudo. Nem a visão que tem de mim e de tudo que está acontecendo. Não sei se chegou a ler até aqui. Mas saiba que sou um apaixonado pela vida, sou crítico, sou romântico, sou sarcástico, sou emotivo e sou persistente. Não dou flores a quem não tenha uma profunda admiração, carinho e respeito. Digam o que disser, eu sou apaixonado por ti.
E é por ser apaixonado, não vou fazer nada para te prejudicar. Nada que atrapalhe a tua vida. Eu me dei a possibilidade de escolher “e eu escolho nós dois”. Se eu sei as consequências? Posso imaginar, mas a minha vida inteira foi construída dentro das impossibilidades. Era impossível ser psicólogo. Era impossível clinicar. Era impossível eu escrever um livro. Era impossível trabalhar ao lado do meu pai. E agora dizem que é impossível namorar você... mas pela primeira vez dependo de alguém para tornar a impossibilidade possível.
Eu tenho calma. Tenho paciência. E não preciso de uma resposta... porque não faço perguntas. Só precisava desabafar de alguma forma pra ti. Agradeço e remeto desculpas por isso.



Beijos do jardineiro fiel.




* Como sempre tem algo escrito além do escrito! Encontre e post aqui. Estando correta pode pedir um tema de uma crônica.

sábado, 19 de junho de 2010

Dia do Eu Perdi

Hoje foi um dia especial e por ser especial eu decedi chamá-lo como o "Dia do Eu Perdi". Este é um dia particular do meu mundo, e não tem uma data específica. Sua única limitação é que ele nunca poderá existir no mesmo dia do "Dia do Eu Ganhei".
E o Dia do Eu Perdi já inicia uma noite anterior. Quando você tem algo planejado. Um planejamento real. Estar com você gosta. Rir a vontade. Sonhar com coisas boas. Ir trabalhar esperando o fim do dia chegar para tomar duas cervejas geladas e ir para casa tirar o cansaço do corpo. E ai está o erro. Não, o erro não está em tirar o cansaço do corpo. O erro está em acreditar que o dia posterior a esse planejamento, tudo sairá como se arquitetou.
E então eu acordei. Tomei café da manhã. Pão com leite condensado e nata. O café da manhã foi doce em um dia que eu gostaria de que fosse doce. E então eu saio para trabalhar. Ao chegar lá, minha primeira perda. Perdi em algum lugar a informação que dizia que na verdade eu deveria estar em outro lugar. Nada de tão ruim em perder isso, mas deveria ter voltado para cama.
A manhã, ensoladara, era uma boa manhã. Executava minhas tarefas enquanto eu perdia minha energia. Minhas mãos tremiam. Não estava mais acostumado a trabalhar no pesado. Havia perdido minha resistência. Mas o almoço estava chegando e eu já havia perdido alguns minutos dele. Fui voando para casa para lá chegar e saber que na verdade eu havia perdido meu lar.
A casa estava lá, minha família estava lá. Mas nem um nem outro estava satisfeito com a minha chegada. E foi assim que eu perdi minha casa. Colocado para fora sem entender o porque. Sem saber o que eu fiz de tão ruim para merecer não mais viver sobre o mesmo teto. Mas eu ainda tinha uma carta na manga, ou duas.
Abasteci o carro e comprei uns salgados e um refrigerante. Fui até o farol e lá fiquei degustando da minha perda. Só de pensar nos salgados meu estomago embrulha, mas a fome era tanta que eu devia comer aquilo. Assim, perdi a fome. Assim voltei para o trabalho.
Tudo exatamente como foi pela manhã. Ou quase tudo. Meu sorriso era forçado, meus olhos estavam mareados. Minhas mãos iam se sujando sem querer saber onde iria ser lavada. O fim do dia chegou. Todos os outros foram embora e eu sem ter para onde ir. Alias, eu tinha para onde ir, mas não poderia chegar sujo.
Fui até um posto de gasolina. Desses de beira de estrada. Disse que eu estava de viagem e se poderia pegar uma ducha rápida. Não havia perdido a sorte. Ainda. No meu carro sempre existe sabonete, toalha, escova de dentes e creme dental. Teria que ser um banho rápido. E assim foi.
E assim eu fui para a casa dela. Poderia dormir lá. Pelo menos essa noite. Cheguei de surpresa. Porque eu adoro surpreender. Já haviamos combinado durante a semana que dormiria lá. Então, a surpresa foi só a minha chegada em um horário não estabelecido. Fomos fazer um lanche. E eu, falando das minhas manias, na visão dela, deixei de ser homem. E eu, nas minhas brincadeiras, perdi mais uma vez. Lembra que eu não havia perdido a sorte ainda? Pois, a menos de trinta minutos acabei perdendo minha sorte também.
A moça saiu andando, sem dizer uma só palavra. Minhas brincadeiras machucam? Nem tanto. A vontade de não estar comigo deve ser maior? Nem tanto.
Então procurei uma lan house para escrever minha história. A história do meu "Dia do Eu Perdi". Perdi dois reais escrevendo. Perdi até o meu jeito de escrever. Essa história está um lixo. Esta pobre e sem qualquer nexo.
Afinal, no "Dia do Eu Perdi" eu perdi a paciência.
E vou dormir sob um teto de estrelas...

Obrigado a todos!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quem se importa com esse não? O calor...

     O suor escorre pelo meu corpo marcado pelo tempo. Tento pensar em algo que me refresca, mas no momento minha mente consegue se focar apenas na leve dor de cabeça. A tempora direita fica pressionando meu cérebro para dentro. Ou é o calor ou eu não sei...
     Talvez saiba. Por enquanto fico com a sensação de calor misturado com meu inferno sentimental. Não existem cervejas geladas. Não existem as amizades por perto. E quem eu quero está muito longe agora. Não vou revelar se é um "longe geográfico", se é um "longe sentimental". Não vou falar quem eu quero. E até agora já fiz uma quadra de "não". Em breve vem uma quina.
     Quem se importa com jogos de dominó? Quem se importa se eu estou bem ou mal? Quem se importa se o ventilador não está virado para mim? Quem aqui acredita que eu sou o responsável por tudo isso? Eu até fico sorrindo para a página que aos poucos vai deixando de ser branca para ter detalhes em preto. Mas quem se importa com jogo de xadrez?
      E esse fim de semana não foi nada bom.
      Pessoas querendo apenas sexo me irritam. Pessoas que somem me irritam. Pessoas que riem de mim por que meu time perdeu me irritam. Ficar molhado de suor me irrita. Pessoas que estão longe me irritam. Esse fim de semana está irritante.
      E o melhor de tudo, amanhã é segunda-feira e vou poder falar que meu fim de semana foi essa merda por conta do calor.
      E viva o calor!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Não me diga adeus!

     Sai do banho e a vi deitada na cama. Olhei as curvas perfeitas do seu corpo contornadas pelo lençol. A garrafa de vinho branco aberta e a taça tombada no chão. Dormia?
     Cheguei de modo lento. Peguei a taça e enchi com o resto do vinho que sobrara. Senti o cheiro e dei um pequeno gole. Seco. Fiquei olhando o corpo dela enquanto bebia. Era belo. Bronzeado pelo sol de domingo. Então ela se virou.
     Olhou com aqueles olhos de jabuticaba. Doces e infantis. Deu um leve sorriso com seus lábios suavemente avermelhados pelo batom. Pediu para que eu deitasse ao lado dela. E foi o que eu fiz. E senti o corpo dela me envolver pelo calor que ele transmitia.
      Senti saudades de um tempo que não volta mais. De quando andávamos juntos. O problema é que andávamos em direções opostas. Então, olhei nos olhos dela mais uma vez e vi que não podia trazê-la para minha vida confusa e inconstante. Não podia dar ao luxo de fazer com que ela sofresse novamente.
       Ela estava bem agora. Tinha objetivos bem definidos. Eu era apenas um perdido no mundo, bebendo e fumando. Participando de encontros intelectuais. Projetos de pessoas solitárias que desejam muito estar ao lado de um grande amor.
       Sei que poderia ser diferente se eu já estivesse diferente. Mas ainda não estava. Espero que quando chegar o dia em que serei mais constante ela já não tenha ido embora com outro alguém. Eu a amo e ela sabe disso. E ela também sabe que as vezes uma crônica é só uma crônica. E ela também sabe que as vezes sinto saudades de escrever crônicas romanticas.
       O que talvez ela não sabe é que tenho medo de me perder e viver uma vida que até agora não me permitir a viver. Uma vida de amor pleno, sem cobranças e sem pessoas dizendo adeus.
       Por favor, não me diga adeus!

domingo, 27 de setembro de 2009

Paradoxo

Palavras ao vento misturadas com mel.
Harmonia sem fim em um caos controlado.
Vazio intenso repleto de cores.
Sentidos, sentimentos. Vozes.
Eu.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Palavras em greve

Minhas palavras estão em greve. Vou ficar apenas com as que resolveram trabalhar, os pontos e vírgulas.